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O combustível do maratonista

por FH, em 11.01.18

2015

P começou por treinar para corridas de 10 quilómetros, depois para a meia-maratona e agora conseguiu, quase aos cinquenta, o sonho de completar a maratona.

Se lhe pergunto porque o faz, diz-me que é só uma questão de objetivos. Existe sofrimento, confirma. Existe também desconforto quando vai correr sozinho à noite, faça chuva ou calor, duas vezes por semana. As melhorias de tempos, o completar uma determinada distância em menos minutos do que da última vez, parece ser o combustível de que se alimenta esta sua vontade. São alvos para que aponta em solidão e que em solidão celebra. Durante as provas, os outros corredores não são adversários e a classificação não existe. Está ali para saber se se consegue atirar a si próprio a uma distância de 42 quilómetros, se tem a força fisica e mental para se arremessar tão longe.

No vídeo da maratona de Lisboa, quando está quase a cortar a meta, anónimo entre outros quase a passo, P faz um último sprint e corta a meta desse sonho de vida com os braços no ar, vitorioso.

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publicado às 12:27


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